- Apresentação
- Grupo André Luis
- Espiritismo
- Casa do Jardim
- Radio BRWEB
- Audio Livros
- E-BOOKs
- Estudos Espíritas
- Apometria
- Filmes Espíritas
- Links de espiritismo
- Evangelho no Lar
- Palestrantes
- Diniz Lascowski
- Rogério Hypólito
- Rodolpho Barreto
- Guilherme Sparremberger
- Prof. Celente
- Neuza Scheffer
- Eraci Scheffer
- João Pedro Farias Rodrigues
- Carlos Barradas
- Cida Costa
- Clóvis Oliveira
- Doroti Camara
- Claudio Oliveira
- Maria Ines Rohde Fernandes
- Cassandra Vasconcelos
- André Lucho
- Tereziha Schell
- Marco Baldino
- Cristianismo
- Reforma Íntima
- Renovando Atitudes
- Liberte-se do jugo das dívidas
- Área Reservada
- Contatos
O “cristianismo espiritualista” (ou cristianismo espírita) refere-se principalmente à interpretação do Espiritismo codificado por Allan Kardec (século XIX), que se apresenta como restauração do cristianismo primitivo e moral de Jesus, sem os dogmas das igrejas tradicionais.
Princípios centrais
- Moral de Jesus como base: A doutrina adota os ensinamentos éticos do Evangelho (amor ao próximo, caridade, humildade, perdão, justiça) como código de conduta. O lema “Fora da caridade não há salvação” resume essa ênfase. A obra-chave é O Evangelho segundo o Espiritismo, que comenta passagens dos Evangelhos sob a ótica espírita.
- Jesus: Espírito mais elevado que já encarnou na Terra, modelo de perfeição moral e “guia e modelo” da humanidade. Não é Deus encarnado nem segunda pessoa da Trindade; sua missão foi moral e regeneradora. Muitos espíritas o veem como o Espírito de Verdade que prometeu o Consolador.
- Deus: Inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas; onipotente, justo e bom. Não se aceita a Trindade dogmática clássica.
- Imortalidade e comunicação: O ser humano é espírito imortal (com perispírito) que sobrevive à morte do corpo. A mediunidade permite comunicação entre encarnados e desencarnados.
- Reencarnação e progresso: A alma reencarna sucessivamente para evoluir intelectual e moralmente. As provas e expiações da vida atual resultam de ações passadas (lei de causa e efeito). Não há inferno eterno nem condenação definitiva; o progresso é indefinido.
- Livre-arbítrio e responsabilidade: O homem é responsável por seus atos; a salvação se dá pelo esforço moral e pela prática do bem, não apenas pela fé ou por sacrifício vicário.
Relação com o cristianismo tradicional
Os espíritas afirmam que o Espiritismo é o “cristianismo redivivo” ou a “terceira revelação” (após Moisés e Jesus): ele esclarece pontos obscuros do Evangelho com base em fatos e na razão, rejeitando o que consideram acréscimos dogmáticos posteriores (Trindade, pecado original herdado, redenção pelo sangue, autoridade eclesiástica exclusiva, ressurreição da carne no sentido tradicional).
Kardec e autores como Léon Denis sustentam que a moral espírita é a do Cristo e que a doutrina não veio destruir o Evangelho, mas confirmá-lo, explicá-lo e desenvolvê-lo. Críticos cristãos tradicionais, porém, consideram incompatíveis a reencarnação, a negação da divindade de Jesus e a comunicação com espíritos (vista como proibida na Bíblia).
Aspectos práticos
Não se trata de uma igreja ritualista com clero hierárquico obrigatório. Centros espíritas realizam estudos doutrinários, passes, desobsessão, assistência social e cultos centrados na caridade e no Evangelho. No Brasil (onde o Espiritismo tem grande difusão), muitos adeptos se identificam explicitamente como cristãos espíritas.
Em resumo: o cristianismo espiritualista/espírita é uma leitura racionalista, reencarnacionista e mediúnica do Evangelho, centrada na moral de Jesus, na evolução espiritual contínua e na prática da caridade, apresentando-se como a essência do cristianismo original atualizada.







