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Segundo Hammed, no capítulo “Um impulso natural” de Renovando Atitudes (baseado no Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XII, item 3), a raiva é um impulso natural e uma energia vital, assim como o prazer e outras emoções. Não deve ser condenada, reprimida ou sufocada, pois a repressão gera dependência afetiva, energia acumulada e desequilíbrios. O caminho é aceitar, compreender e canalizar essa força de forma construtiva.
Princípios de Hammed para lidar com a raiva
- Reconheça e aceite a emoção como parte natural da natureza humana (não como “pecado” ou defeito absoluto). Sentir raiva em situações de ameaça, injustiça ou frustração é compreensível e tem função de defesa.
- Não reprima nem condene. A repressão ou a tolerância excessiva (engolir tudo) e a condenação moral só aumentam o desequilíbrio. A energia precisa fluir de alguma forma.
- Observe e compreenda a causa. Pergunte-se o porquê da raiva naquele momento. Ela pode sinalizar limites violados, necessidades não atendidas ou padrões antigos. O autoconhecimento é a base da renovação de atitudes.
- Canalize a energia. Transforme o impulso em ação positiva, assertiva e útil, em vez de explosão destrutiva ou autoagressão. Use a força mobilizadora da raiva para proteger limites, corrigir situações ou impulsionar mudanças construtivas.
Como canalizar na prática (à luz da abordagem de Hammed e complementos coerentes)
- Pause e observe – Identifique a sensação no corpo e nomeie (“estou com raiva”). Isso já cria espaço de consciência.
- Entenda o motivo – Reflita sem julgamento: o que está sendo ameaçado ou frustrado? Qual necessidade ou valor está em jogo?
- Direcione a energia – Em vez de gritar, agredir ou se culpar, use a força para:
- Estabelecer limites de forma clara e respeitosa.
- Agir para resolver a situação (ou aceitar o que não pode mudar, como ensina o capítulo sobre aceitação).
- Converter em motivação para crescimento, trabalho útil, exercício físico moderado, expressão criativa ou serviço ao próximo.
- Equilíbrio e maturidade espiritual – Com o tempo e a prática do bem, os impulsos se tornam mais suaves. A raiva deixa de dominar e passa a servir à evolução.
Hammed enfatiza que o objetivo não é eliminar as emoções, mas ampliar a consciência para que elas não nos controlem. A verdadeira renovação de atitudes ocorre quando assumimos responsabilidade pelas reações e as transformamos em instrumentos de crescimento, sob a inspiração do Evangelho.
Se a raiva for intensa, frequente ou prejudicial às relações e à saúde, o livro recomenda o caminho do autoconhecimento contínuo (e, na prática contemporânea, o apoio de profissionais de saúde mental pode ser útil como complemento). A mensagem central é: a raiva é energia — saiba usá-la a favor da vida, e não contra ela.







